Guia: Diagnóstico de Processos
O Diagnóstico de Processos é o jeito mais rápido de sair do zero: você anexa o material de campo de um processo (entrevistas, documentos, normas) e a IA propõe uma estrutura completa de GRC para revisão — riscos, controles, apontamentos, planos de ação, testes e indicadores. Nada vira registro oficial sem você revisar e aprovar.
Pense no Diagnóstico como um consultor júnior muito rápido: ele lê o material e propõe um primeiro rascunho estruturado. Cabe a você — o especialista — revisar, ajustar e decidir o que de fato entra no seu GRC.
1. Anexando as fontes
Escolha o processo
Todo diagnóstico é ancorado a um processo já cadastrado na organização (ex.: “Contas a Pagar”, “Concessão de Crédito”).
Anexe o material de campo
Você pode anexar:
- Transcrições de entrevistas (texto ou legenda de vídeo/áudio);
- Documentos (manuais, procedimentos, fluxogramas em texto);
- Normativos já vinculados — reaproveitando o conteúdo de uma norma que já está no seu catálogo de Normativos.
Disponibilize as fontes que quiser
Não existe limite mínimo de fontes — mas quanto mais contexto real (falas de quem executa o processo no dia a dia, documentos vigentes), melhor a qualidade das sugestões.
2. Gerando a estrutura (duas etapas)
A geração acontece em duas etapas, com uma pausa para você revisar entre elas:
- Etapa 1 — Entendimento, riscos e controles: a IA lê as fontes e propõe um resumo do processo, um fluxo (diagrama de atividades), riscos identificados e controles que os mitigam.
- Etapa 2 — Apontamentos, planos, testes e indicadores: depois que você revisa a Etapa 1, a IA propõe apontamentos (gaps encontrados), planos de ação para eles, um programa de testes e indicadores de acompanhamento — já cruzando referências com os riscos e controles que você aprovou na Etapa 1.
A geração usa IA e pode levar alguns minutos, dependendo do volume de material anexado. Você acompanha o progresso em tempo real na aba Geração.
3. Revisando na Triagem
Toda sugestão da IA aparece na aba Sugestões, organizada por tipo (risco, controle, apontamento, plano, teste, indicador). Para cada uma, você vê:
- o texto proposto;
- os trechos das fontes que embasaram a sugestão (rastreabilidade — nunca é “a IA disse” sem lastro);
- um indicador de confiança do lastro.
Você pode arquivar sugestões que não fazem sentido, ou deixá-las pendentes para decidir depois.
4. Materializando
Materializar é o passo que transforma uma sugestão aprovada num registro
de verdade — um Risco, um Controle, um Apontamento com código
sequencial, dono e prazo, exatamente como se você tivesse cadastrado à mão.
Você escolhe responsável, categoria e outros detalhes finais antes de
confirmar; o conteúdo da sugestão em si não é editado nesse momento — ajustes
de texto são feitos depois, na ficha do item já criado.
5. Fluxo do processo
A partir do resumo, o Diagnóstico também gera automaticamente um diagrama de fluxo do processo (notação BPMN), com raias por responsável — útil para enxergar o processo de ponta a ponta antes de mergulhar nos riscos individuais.
Relatório final e privacidade dos dados
Ao concluir um diagnóstico, a plataforma gera um relatório executivo reunindo o resumo, o fluxo, e todos os itens revisados — com uma proteção importante: os nomes de entrevistados nunca aparecem no relatório. Cada fonte é identificada de forma anônima (ex.: “Entrevistado 1 — Gerente de Operações”), e o texto exportado passa por uma limpeza que remove menções ao nome real, mesmo dentro de citações.
Depois de concluído, você também pode expurgar o conteúdo bruto das fontes (o texto da transcrição/documento em si) mantendo apenas o necessário para justificar as sugestões já aprovadas — uma forma de reduzir a retenção de dados pessoais de quem foi entrevistado, alinhada à LGPD.